domingo, 16 de junho de 2013

Grande Ato em Feira, quinta-feira 20 de junho.

Grande Ato convocado para esta quinta-feria as 16hs na cidade de Feira de Santana, com saída da Praça do Colégio Gastão Guimarães, tendo como pauta:


Foto: Ed Santos do programa Acorda Cidade
1. Redução da tarifa Já! Mesmo sendo uma cidade do interior do nordeste Feira apresenta uma das maiores tarifas de transporte público do Brasil (R$2,50), mesmo apresentando um serviço precário que não consegue atender a demanda da cidade. O inchaço do preço da tarifa se dá, entre outras razões, por conta da utilização de uma metodologia de calculo designada elaborada em 1965 pelo então chamado GEIPOT. Tal metodologia está atualmente completamente ultrapassado, e em desuso representando uma maneira ILEGAL de estabelecer os custos por parte das concessionárias de ônibus em nossa cidade. Reivindicamos, portanto, o fim da metodologia GEIPOT!

2. Pelo aumento da Frota de ônibus e das vans alimentadoras dos terminais Já! Feira tem uma frota de ônibus minúscula se comparado à quantidade de pessoas que moram na cidade. A frota, reduzida, tanto de ônibus quanto das vans é uma das principais causas da completa precariedade do serviço prestado em solo feirense.

3. Pelo fim do Monopólio do Serviço de Transporte em Feira de Santana! Feira conta atualmente com apenas duas concessionárias que prestam serviço de transporte na cidade. Isso se dá, principalmente, por conta do processo de licitação que supostamente não cumpre com os requisitos de transparência, moralidade e publicidade que uma licitação de exploração de um serviço público deve cumprir. O Povo de Feira reivindica de forma firme que se acabe com o monopólio do transporte público em Feira! Queremos um serviço de qualidade! Prestado por diversas empresas, e não o cartel que temos hoje.

4. CPI do Transporte Público Já! No último período os vereadores de Feira de Santana NÃO manifestaram o menor interesse em fazer avançar investigação parlamentar a respeito da completa Máfia instaurada na cidade. Houve um ensaio sobre uma CPI, na cidade recentemente, mais alguns vereadores retiraram seus nomes do requerimento. Exigimos uma CPI e o compromisso dos vereadores em investigar os crimes que são cometidos contra o povo.

5 Construção de Ciclovias na cidade. Além da construção de uma requalificação do sistema de circulação de ônibus. O Povo de Feira compreende a necessidade de formas alternativas para se locomover no perímetro urbano feirense. Diante disso requisitamos a construção de ciclovias que interliguem Feira de Santana e que tragam a oportunidade de utilização desse meio de transporte.

6. Reformulação do Conselho de Transporte Já! O Conselho de Transporte, o qual delibera a respeito da consolidação e aperfeiçoamento do sistema de transporte em Feira, não representa o povo feirense! O Conselho tem como atribuição tratar de questões tão importantes para todos nós. Porém, só se reúne uma vez no ano para o aumento da tarifa. Queremos a reformulação completa do Conselho de Transporte em Feira.

7. Reformulação das linhas de ônibus Já! Feira tem uma péssima distribuição das linhas. Todas as linhas de ônibus na nossa cidade estão dispostas de forma a percorrer um percurso bairro ao centro. Queremos linhas que fazem um percurso bairro a bairro.

8. Por uma melhor acessibilidade em Feira de Santana. Os ônibus de Feira de Santana são precariamente preparados para atender os portadores de necessidades especiais de nossa cidade. Queremos uma readequação de seus aparelhos urbanos para que atendem a essas necessidades que são de cidadãos feirenses que merecem respeito e tem Direito de ir e vir assim como todos os outros.

9. Implementação da meia-passagem em dinheiro nos ônibus. A lei foi aprovada em 2006, porém o SINCOL entrou com uma ação e suspendeu a mesma.

10. Pavimentação das principais vias dos bairros periféricos da cidade caráter de urgência. É impossível haver locomoção sem transtornos se a cidade tem suas principais vias de acesso aos bairros compostas de buracos, lamas e ou poeira.

11. Publicidade e fiscalização dos horários das linhas de ônibus. Que esses horários sejam fiscalizados pela SMTT de forma rigorosa e séria.

12. Fim das limitações na meia-passagem de ônibus! A meia passagem é uma conquista dos estudantes do nosso país. Os empresários se apossaram da regularização desse direito em Feira de Santana e vem alo longo dos anos dando sérios golpes nos estudantes, a exemplo da limitação do uso diário de 04 passagens e mensal de acordo com a distância da casa e com a instituição de ensino.

Para além das questões vinculadas ao transporte em Feira de Santana, foi aprovado na reunião que mantenhamos como símbolo de luta da manifestação: Solidariedade às mobilizações que estão acontecendo no Brasil, bem como a denúncia das repressões e da violência policial e a necessidade do fim de tais atos nos protestos que tem acontecido ao redor do país; Nos posicionamos contra a Corrupção; Frisamos a necessidade de abrir o movimento para que os setores do funcionalismo público se agregue com suas bandeiras de lutas; Colocamos também o papel manipulador da mídia burguesa, que joga contrário aos movimentos sociais. E nos posicionamos criticamente diante do quadro de completa precariedade no Hospital Geral Clériston Andrade, o qual vem sofrendo um processo de completa desestruturação em suas instalações por parte do governo estadual, com a finalidade de ser privatizado.

Reportagem do movimento revolucionário em Barcelona



Sinopse:
Este documentário é considerado como o primeiro rodado durante a Revolução Espanhola. Sua filmagem realizada nas ruas de Barcelona entre o dia 19 e o 24 de julho de 1936 e sua produção esteve a cargo da recém criada “Oficina de Información y Propaganda” da CNT. As tomadas foram rodadas por Ricardo Alonso e a direção e comentários foram realizadas pelo jornalista e crítico cinematográfico Mateo Santos, diretor da revista Film Popular e que havia tido sua primeira experiência cinematográfica em 1934 com o documentário “Estampas de España”. Posteriormente seria delegado do Gabinete de Cinema do Conselho de Aragón.
Seu tom exaltado e suas duras imagens causaram impacto nas classes burguesas da Espanha e Europa e foi utilizado pelos fascistas espanhóis e pelas forças reacionárias europeias como contrapropaganda para mostrar a suposta selvageria da República: o Governo da República impotente ante a barbárie vermelha. A própria identidade do filme sofreria todo tipo de distorções e fragmentos dele seriam incorporados a filmes propagandísticos dos sublevados, como Espanha Heróica (1938).
Porém, é um documento histórico de como um povo vai para as ruas para se defender de uma rebelião militar que quer faze-la ficar ainda mais na miséria, ao mesmo tempo que extravasava seu ódio contra seus cúmplices, uma igreja ultrarreacionária aliada desde sempre na Espanha com os exploradores. Se trata de um filme cujo conjunto apresenta um discurso coerente que assimila o entusiasmo da vitória sobre a sublevação fascista e uma virulenta tomada de posição contra os rebeldes para a normalização e reorganização da vida cotidiana de Barcelona.
Podemos ver, na continuação, concentrações para preparar a saída de combatentes desde a frente de Aragón; desfiles de artilharia, ônibus, meios de transporte improvisados de milicianos que uma multidão de barceloneses se despedem lotando as ruas; a liberação dos presos da prisão Modelo. Para, terminar, a câmera, instalada sobre um caminhão, realiza uma breve volta pela cidade mostrando edifícios desde os que tinha iniciado, sob o controle dos sindicatos dos trabalhadores, até a reorganização e reconstrução da normal atividade de Barcelona.
A ideia difundida que se tem da “Reportagem do movimento revolucionário em Barcelona” como uma obra “furiosa e inaceitável” nasce dos fragmentos que aludem a queima de igrejas e as imagens que mostram a entrada principal do convento das salesianas, com suas múmias expostas ao público, embora sejam mais reveladoras e sugestivas as imagens que remetem a comemoração da vitória e ao entusiasmo de se sentirem protagonistas na reorganização da vida cotidiana.
Apesar de tudo, provavelmente seja certo o que disse o historiador e crítico cinematográfico franquista Carlos Fernández Cuenca, criador e primeiro diretor (1953-1970) da Filmoteca Española: “O deplorável espetáculo contribuiria não pouco para frear a ajuda militar da França para a República Espanhola, que nessas imagens lhe tirava a máscara”.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Desabafo de um/uma Estudante da UFRB.

Desabafo: 

É cansativo viver na Casa De Estudantes Ademir Fernando, pois o descaso com as pessoas que vivem e trabalham lá, por parte da Pró Reitoria de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis (PROPAAE) é evidente.

Até hoje os estudantes não têm uma pia para lavar pratos! Desde o início, a única pia que atendia a 44 pessoas entupiu e a PROPAAE não tomou nenhuma providência. Nós, da mesma forma. Não exigimos que tal providências fossem tomadas, ficamos calados e começamos a usar a lavanderia de roupas para lavar pratos. 

Resultado: Nesta mesma pia que reservamos para os pratos, muitas pessoas lavam roupas, inclusive peças íntimas, panos de chão, baldes de lixo de banheiro, entre outras coisas. E os seguranças? Desde a inauguração da Casa, falamos a respeito da falta de guarita e banheiro para os seguranças. Eles trabalham numa situação desumana. Não tem um banheiro que eles possam utilizar durante o plantão. Todos os banheiros são internos (nos apartamentos). Caso um segurança precise de banheiro, tem que ficar batendo de porta em porta para ver quem faz o favor de deixar que eles utilizem o banheiro, ou talvez eles façam suas necessidades do lado de fora mesmo! Que vergonha! Uma UNIVERSIDADE que tem uma proposta de inclusão, age de forma primitiva com seus servidores.

 E a iluminação! Uma casa tão grande, com tantos moradores e que requer uma boa instalação elétrica, não tem um gerador. Frequentemente as lâmpadas queimam, os chuveiros também. Quando começa o frio então! Depois de dois banhos quentes, já não dispomos mais do recurso do chuveiro elétrico! E a Internet?!! Uma casa de Estudantes e nós não temos acesso à internet? Não entendo muito bem dessa área, mas sei que desde o início o sinal sempre foi ruim e agora nem acesso mais temos. Não sei como vou consegui terminar o meu TCC. Desta forma fica difícil produzir. Estão surpresos!?? Tudo isso faz parte de um programa de inclusão qualificada!! E agora resolvi que não vou mais me calar! Vou falar esta vergonha que acontece na UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA (UFRB), no CENTRO DE ARTES, HUMANIDADES E LETRAS (CAHL).

Peço que vocês estão na luta também compartilhem comigo e divulguem! Todos precisam saber a dificuldade que passamos.

Depoimento de um/uma estudante da UFRB.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Declaração de Solidariedade aos Colegas do Centro de Formação de Professores e do Centro de Ciência da Saúde


Declaração de Solidariedade aos Colegas do Centro de Formação de Professores e do Centro de Ciência da Saúde, e em Repúdio a Direção dos Centros do CFP e CCS, e a Administração Central da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.


Centro de Formação de Professores, Ato do estudantes de Letras
contra a falta de professores de Libras.

A precarização das universidades federais para além de sua óbvia e superficial problemática, esta diretamente envolvida aos interesses das classes que detém o poder econômico e político na nossa sociedade, partindo de uma estratégia de sucateamento das IFES e o fortalecimento das instituições privadas de ensino, visando à privatização do conhecimento.

A luta pelo fortalecimento das universidades públicas detém em sua essência a luta das classes populares, o homem e a mulher do campo, as comunidades quilombolas, pesqueiras, marisqueiras e tantas outras que são beneficiadas pela possibilidade de ingresso em institutos federais de ensino superior, contrariando assim os interesses das elites - comunidade acadêmica burguesa. Dessa maneira, o retrocesso e sucateamento em sua essência envolve um recorte de classes dentro dos novos moldes que o anarquismo compreende. Classes hoje para o anarquismo especifista entendem-se também por grupos oprimidos e frentes sociais, movimento dos sem terra, sem teto, desempregados, indígenas, movimentos negros, frente de luta da diversidade sexual e gênero, e tantos outros que fogem do centro do poder (homogêneo) de alguma maneira, formando-se assim zonas periféricas diversas (heterogênea), que precisam se compreender como categoria classista contra a hegemonia, na busca pela equidade e garantia de direitos negados na longa construção histórica da sociedade.
            Cartaz paralisação CFP



Portanto, o Movimento Estudantil toma dentro do espaço da Comunidade Acadêmica a essencial tarefa de vanguarda das lutas e transformações sociais e de autocrítica, agindo como fomentador de mudanças essenciais para a transformação da instituição rumo à construção de uma universidade verdadeiramente popular. O Movimento Estudantil possui também em sua alma a semente destruidora do modus operandi extremamente hierárquico e meritocrático/academicista de natureza reacionária que como um fantasma maldito e silencioso permeia o espaço universitário desde sua fundação até os dias atuais envenenando-o. De modo que “[1]As universidades foram até aqui o refúgio secular dos medíocres, a renda dos ignorantes, a hospitalização segura dos inválidos e - o que é ainda pior - o lugar onde todas as formas de tiranizar e de insensibilizar acharam a cátedra que as ditasse. As universidades chegaram a ser assim fiel reflexo destas sociedades decadentes que se empenham em oferecer este triste espetáculo de uma imobilidade senil. Por isso é que a ciência frente a essas casas mudas e fechadas passa silenciosa ou entra mutilada e grotesca no serviço burocrático. Quando em momento fugaz abre suas portas aos altos espíritos é para arrepender-se logo e fazer-lhes impossível a vida em seu recinto. Por isso é que, dentro de semelhante regime, as forças naturais levam a mediocrizar o ensino, e o alargamento vital de organismos universitários não é o fruto do desenvolvimento orgânico, mas o alento da periodicidade revolucionária”.
Centro de Ciências da Saúde

Diante das ultimas paralisações ocorridas nesta universidade nos campos de Amargosa, pelos alunos de Letras contra a falta de professores de libras, e no campus de Stº Antônio de Jesus, o Coletivo Anarquista Ademir Fernando vem solidarizar-se com os companheiros de luta e estudo, nesta larga caminhada que é ingressar, cursar e concluir um curso superior nesse imenso gargalo de classes e étnico que é as IFES em todo o país, “[2]nosso regime universitário - mesmo o mais recente - é anacrônico. Está fundado sobre uma espécie de direito divino; o direito divino do professorado universitário. Acredita em si mesmo. Nele nasce e nele morre. Mantêm uma distância olímpica” do modelo de universidade que nossos professores e gestores verborragiam para a comunidade do recôncavo e a que se constrói diariamente, um modelo ditado de cima pelo REUNI/MEC, produzindo uma universidade excludente, elitista, e que sob a máscara da excelência acadêmica, caminha para a mercantilização do ensino atendendo os anseios do capital.
Cartaz paralisação curso de Letras - CFP

Compreendemos assim que “[3]se não existe uma vinculação espiritual entre o que ensina e o que aprende, todo ensino é hostil e por conseguinte infecundo. Toda a educação é uma longa obra de amor aos que aprendem. Fundar a garantia de uma paz fecunda no artigo combinatório de um regulamento ou de um estatuto é, em todo caso, amparar um regime de quartel, mas não um trabalho de ciência (...)por isso queremos arrancar na raiz do organismo universitário o arcaico e bárbaro conceito de autoridade que nestas casas de estudo é um baluarte de absurda tirania e só serve para proteger criminalmente a falsa dignidade e a falsa competência.” Tão exaltadas por aqueles que dentre nós deveriam ter um compromisso com o povo e não com as forças que por muito tempo nos exploram e marginalizam nossa gente.


Com os Oprimidos e contra os opressores – sempre!
Por uma Universidade Popular e Classista!
Ademir Fernando Vive, e a luta segue nenhum passo atrás!


Cachoeira, 30 de abril de 2013.
Coletivo Anarquista Ademir Fernando
coletivoademirfernando@gmail.com






[1] Manifesto de Córdoba, 1918.
[2] Idem.
[3] Idem, ibidem.