domingo, 1 de junho de 2014

FAE - Fórum Anarquista Especifista - Construindo uma organização anarquista na Bahia

Fórum Anarquista Especifista
Construindo uma organização anarquista na Bahia


Dos sindicatos, movimento estudantil e comunitário, dos movimentos por mobilidade e das lutas contra opressões (gênero, étnica e de sexualidade). São de onde vieram, e de onde queremos que venham muito mais, companheiras e companheiros que se lançaram na retomada da construção de um anarquismo organizado na Bahia.


E é através dessa nota que declaramos com muita satisfação a construção da FAE (Forum Anarquista Especifista) na Bahia. A FAE é resultado dos esforços iniciados no primeiro encontro especifista no estado e representa a aproximação de grupos e indivíduos nas cidades de Salvador, Candeias, Feira de Santana e Cachoeira. O Fórum pretende ser um espaço de debates e articulação da militância em torno da construção de uma organização anarquista no estado da Bahia, sabemos que construir uma organização especifica não é tarefa fácil, é um projeto de médio prazo, mas que precisamos iniciá-lo desde já.


Desde o primeiro encontro os indivíduos e grupos presentes voltaram para suas cidades com a tarefa de continuar o debate de construção em suas realidades locais, além de fortalecer a atuação nos espaços sociais onde já atuamos, esse processo culminou em uma plenária geral ocorrida no dia 25 de maio, onde estabelecemos novas deliberações para continuar com o nosso projeto. Consideramos as experiências e o nível de acúmulo presentes no nosso meio e estabelecemos cautela e responsabilidade, preocupados/as em não cometer erros do passado, fundando e refundando organizações e coletivos sem que isso represente de fato um trabalho consistente ou mesmo uma real intervenção nas lutas do povo oprimido. A FAE deverá cumprir um papel importante nesta primeira caminhada, sendo um espaço para um primeiro nivelamento político em torno de uma unidade programática e teórica, além de fazer um balanço da atuação social de nossa militância em busca de alguma unificação onde isso se demonstrar possível.



A FAE considera o especifismo defendido pelos grupos coordenados pela CAB, a estratégia mais adequada para perseguir nosso objetivo finalista de alcançar uma sociedade livre da dominação de classes e das opressões existentes no modelo de sociedade em que vivemos. Para nós os anarquistas precisam estar organizados numa instância política específica, que represente um trabalho comum, com estratégia e táticas comuns construídas coletivamente pela organização, isso porém, não quer dizer que desconsideramos ou que somos contrários aos grupos que são adeptos a outras formas e modelos de se articularem coletivamente dentro do campo libertário, e pretendemos sempre manter relações fraternas, pois não os consideramos adversários, mas sim companheiros e companheiras de luta.



Nossa militância convida mais uma vez a todas e todos companheiras e companheiros alinhadas/os com a proposta de organização específica anarquista a somar forças na construção de uma nova sociedade livre, justa e igualitária para o povo oprimido, convidamos a todos e todas a remar junto conosco em direção ao nosso objetivo finalista revolucionário, convidamos todas e todos a lutar por um povo forte e empoderado de suas vidas, para construção do PODER POPULAR!


LUTAR CRIAR PODER POPULAR!

(Forum Anarquista Especifista - BA)

fae@riseup.net

Salvador, 25 de maio 2014

terça-feira, 29 de abril de 2014


DECLARAÇÃO DO Iº ENCONTRO ANARQUISTA ESPECIFISTA DA BAHIA 


           As jornadas de junho demonstraram a insatisfação popular com a democracia  representativa e a falência das instituições do estado burocrático, representada pela política dos partidos tradicionais, no momento em que as demandas populares não foram atendidas. O Estado mostrou sua capacidade de assegurar os interesses do Capital, respondendo os anseios populares com truculenta repressão. A Bahia vivenciou ricos momentos de ação popular autônoma, com manifestações em diversas cidades do Estado. Para o anarquismo, esse processo abriu novas possibilidades do ‘fazer’ político junto com o povo, fomentando novos valores de democracia direta e do Poder Popular. Foi diante dessa conjuntura que, nós anarquistas, lutamos e fortalecemos o protagonismo das ruas. 
         É na retomada da militância do anarquismo organizado na Bahia, que propomos a construção de uma organização específica anarquista que abarque a tarefa de trilhar o caminho rumo a uma sociedade justa e igualitária. É sobre essa perspectiva, que ampliamos a construção do anarquismo, a partir das experiências do Vermelho e Negro e do Coletivo Anarquista Ademir Fernando (CAAF). Ambos processos incentivados pela construção do anarquismo no país, através da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB). Levados por esses anseios, realizou-se o encontro pró-organização do anarquismo na Bahia, que reuniu diversos militantes do estado, para definir estratégias e programas comuns na consolidação do especifismo. 
        Convidamos a tod@s @s militantes que afinam com a proposta do anarquismo especifista na Bahia, a somar-se na luta pela construção de uma nova sociedade.



                                                                                                         Bahia, 26 e 27 de abril de 2014
                                                                                                         Email: caaf@risuep.net

sábado, 30 de novembro de 2013

Repressão e Criminalização dos Lutadores Populares em Mato Grosso

29613_455903537863291_81454816_nMais uma vez presenciamos a demonstração dessa ditadura disfarçada de democracia no Estado de Mato Grosso; dessa vez, especificamente no município de Várzea Grande. No dia 29 de novembro de 2013, foi realizada uma manifestação contra a máfia do transporte, que toma conta tanto na cidade de Cuiabá como em Várzea Grande; em Várzea Grande, a população há anos sofre com o descaso dos ditos “representantes” do povo, com enormes problemas na saúde/educação/transporte/moradia, vivenciando cotidianamente os transtornos das obras da Copa do Pantanal.
A população várzea-grandense, além de não possuírem transporte público de qualidade, receberam um presente de natal antecipado, no qual foi construído uma divisão dentro do terminal rodoviário André Maggi. Essa divisão foi feita com catracas e grades de ferro, que força (forçava) a população a pagar duas passagens para poderem pegar outro ônibus e deslocarem-se para outros pontos da cidade e regiões vizinhas. Pode parecer algo simplório, porém, a população não possui o direito de efetuar integração, sem esquecer dos estudantes que não possuem passe-livre estudantil.
Cansados de todo esse abuso gerado pela máfia do transporte (AGER/MTU/EMPRESÁRIOS/PREFEITURA), foi realizada uma manifestação, no dia já citado anteriormente, na qual a própria população aderiu ao ato e arrancou catracas e retiraram as grades que impossibilitavam e aplicavam o roubo contra os passageiros. Foi uma enorme demonstração do quanto a população está cansada de todos esses desvios escancarados para as obras da Copa do Mundo. Foram 25 presos, presos políticos, é claro, boa parte menores e que já foram soltos; no atual momento (30/11/2013), estamos contando com 12 presos políticos.
Nossa maior preocupação agora é a possibilidade de os 12 serem destinados para o presídio Carumbé, caso não paguemos fiança para liberação dos mesmos. O delegado determinou fiança de 8 salários mínimos por militante, que gera o montante de aproximadamente R$ 65.000,00. Estamos atrás de toda solidariedade possível nesse momento, além do suporte jurídico que já está nos acompanhando, estamos precisando de apoio financeiro de todos os companheiros e companheiras que possam contribuir com qualquer valor para que possamos libertar nossos presos políticos.
Não podemos esquecer que isso não passa de uma prática de terrorismo psicológico, que muito foi exercida nos períodos da Ditadura Militar na América Latina como um todo.
NÃO SE INTIMIDAR, NÃO DESMOBILIZAR. NENHUM LUTADOR SOCIAL SEM SOLIDARIEDADE!PROTESTO NÃO É CRIME E NÃO TÁ MORTO QUEM PELEIA!
Rusga Libertária / Resistência Popular–MT / MST / Coordenação Anarquista Brasileira-CAB/SINTECT – MT / Autonomia e Luta /

Pedido de Solidariedade Financeira!

São 11 os presos políticos que já foram encaminhados para os seguintes presídios: Carumbé (masculino) e Ana Maria do Couto (feminino). Foi determinado fiança de R$5.000,00 por militante preso, que gera o montante de R$ 55.000,00. Estamos atrás de toda solidariedade possível nesse momento, além do suporte jurídico que já está nos acompanhando. Estamos precisando de apoio financeiro de todos os companheiros e companheiras, lutadoras e lutadores que possam contribuir com qualquer valor para que possamos libertar nossos presos políticos.
Yan Rocha: AG 0686 OP 013 C/P 15585-6 (Caixa Econômica Federal)
Jelder Pompeu de Cerqueira: AG 1461-3 C/C 53860-4 (Banco Bradesco)
Edzar Allen de M. Santos: AG 1216-5 C/C 73070-X (Banco do Brasil)